O que as mulheres querem afinal?

Cérebro feminino prefere homens altruístas como parceiros em se tratando de relações a longo prazo, mas surpreendentemente em relações curtas os egoístas são mais valorizados

Por Marco Callegaro* | Adaptação web Tayla Carolina

Qual o papel da beleza e de qualidades como ser confiável ou altruísta na atratividade de um homem perante uma mulher? Estudos anteriores haviam confirmado que de fato a beleza é importante para uma mulher. Com base na teoria de evolução darwiniana, pesquisadores identificaram uma preferência das mulheres por homens que as mulheres consideram bonitos, particularmente em relações de curto prazo e na fase fértil do ciclo menstrual.

Em estudo realizado em Londres, 5 mil mulheres anotavam as relações sexuais que tinham e a fase do ciclo menstrual onde estavam. Nesse estudo, foi sugerido que as mulheres preferiam os parceiros bonitos (inclusive em casos extraconjugais) na fase fértil do ciclo menstrual, e que as relações sexuais na fase não fértil se davam mais entre o casal.

A explicação evolucionista para esse padrão é de que existe uma relação entre a beleza, ou ser fisicamente atrativo, como um marcador de qualidade genética do indivíduo. Em outras palavras, as mulheres parecem possuir um sensor inconsciente que as deixa mais atraídas por homens bonitos quando estão férteis, de forma que, ao ter relações sexuais com esses homens, possam ser fertilizadas por eles, transmitindo aos seus filhos as boas características genéticas. É a hipótese evolucionista “pai bonito-filho bonito”.

Um novo estudo ajudou a entender o funcionamento das preferências femininas. Nessa investigação, foi demonstrado que ajudar os outros sem pensar em si mesmo é mais atrativo do que ter boa aparência, pelo menos em uma relação de longo prazo.

As mulheres avaliaram um homem de aparência mediana, dando dinheiro a uma pessoa sem teto, como mais atrativo do que um homem de excelente aparência que caminhava direto sem dar atenção ao miserável. O estudo sugere que boa aparência não é tudo no jogo do acasalamento humano, especialmente quando se refere a relações a longo prazo.

 

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*Marco Callegaro é psicólogo, mestre em Neurociências e Comportamento, diretor do Instituto Catarinense de Terapia Cognitiva (ICTC) e do Instituto Paranaense de Terapia Cognitiva (IPTC). Autor do livro premiado O Novo Inconsciente: Como a Terapia Cognitiva e as Neurociências Revolucionaram o Modelo do Processamento Mental (Artmed, 2011).